• Dra Angela Priuli

Mídias sociais são um bom termômetro para avaliar como as pessoas se preocupam com a saúde



Nós usamos as mídias sociais para tudo. Mostramos parte da nossa rotina, criamos redes e grupos, trocamos e compartilhamos informações, buscamos respostas para as nossas dúvidas…

Não dá para imaginar um mundo sem celular e, também já podemos afirmar que não é possível imaginar um smartphone sem as redes sociais. Os nomes são muitos: Facebook, Instagram, TikTok, Twitter, Pinterest, WhatsApp… mas o fato é o mesmo: elas fazem parte do nosso cotidiano e da forma como nos relacionamos com os outro e até mesmo com a informação.


A internet e as redes sociais são uma via de mão dupla para traçar perfis de comportamento: se por um lado elas ditam um pouco da forma como as pessoas interagem online (e até mesmo offline), por outro, estando online, as pessoas deixam um rastro de “pegadas digitais” que dizem muito sobre seus gostos, prioridades, hábitos de consumo e até mesmo o quanto elas se preocupam com a saúde.

Que entender mais sobre isso? Confira o que compilamos de um estudo co-escrito por especialistas da Universidade de Illinois em psicologia social e marketing e que avaliou as comunicações online no Twitter sobre os desafios de saúde pública durante o surto de Zika.


Para compilar dados, os pesquisadores fizeram uma busca no Twitter sobre o surto do vírus Zika procurando por palavras-chave relacionadas ao tema ("zika", "dengue", "febre amarela", por exemplo) usando a interface de programação do aplicativo do site.

Após essa coleta de dados, separaram o conjunto de dados resultante de 3,8 milhões de tweets em um conjunto agregado que correspondia ao período de tempo dos dados de pesquisa mais tradicionais por telefone.


Os resultados demonstraram uma grande capacidade de identificar atitudes, conhecimentos e comportamentos da comunidade em tempo hábil e com baixo custo nas redes sociais. Sendo assim, o estudo aponta que dados de mídia social podem ser usados ​​como uma fonte adicional de informação para medir a opinião pública sobre questões de saúde ao lado de fontes de dados tradicionais, como pesquisas por telefone.

Eles chegaram a essa conclusão ao notarem que os resultados da pesquisa demonstraram que é possível descobrir e analisar informações das comunicações do Twitter associadas a crises de saúde pública.


Segundo os especialistas envolvidos na pesquisa “a percepção comum é que o que as pessoas lêem nas mídias sociais pode não ser representativo do sentimento dominante, mas sim uma representação tendenciosa ou extrema. Acontece que, neste domínio, as mídias sociais - especificamente, o Twitter, em nossa pesquisa - representam exatamente a média da população real dos EUA ".

Assim sendo, a conclusão que se tira é que em casos de crise na saúde pública, ou se você deseja ver como as pessoas estão respondendo a uma crise de saúde pública em tempo real, o Twitter certamente seria um portal válido para se olhar [ao menos nos EUA]. Além de barato, rápido e onipresente, esse tipo de análise de dado é muito mais eficiente do que a pesquisa por telefone tradicional, já que ela é lenta e cara - pode levar semanas e custar dezenas de milhares de dólares por semana, se não mais, para coletar dados.


Bom, esse é apenas um exemplo de como a ciência de dados pode contribuir para mudanças positivas na forma como pensamos e estruturamos políticas públicas e ações de saúde pública.


Além disso, esse estudo mostra que as pessoas estão falando e questionando sobre saúde nas suas redes sociais. Essa constatação nos leva a outra: o médico que está presente nas redes sociais e é capaz de responder a esses questionamentos é também capaz de se tornar referência para essas pessoas por meio do marketing médico. Ser autoridade na sua especialidade não se trata mais de apenas se atualizar constantemente e ter reconhecimento entre os pares (que também é importante, temos que reconhecer!), mas também sobre ter uma presença digital, contribuindo para o debate público sobre saúde.

E aí, você está pronto para se tornar referência nas redes sociais? Nosso time está pronto para te ajudar nessa caminhada digital da comunicação em saúde.

Fonte: Mohsen Farhadloo, Kenneth Winneg, Man-Pui Sally Chan, Kathleen Hall Jamieson, Dolores Albarracin. Associations of Topics of Discussion on Twitter With Survey Measures of Attitudes, Knowledge, and Behaviors Related to Zika: Probabilistic Study in the United States. JMIR Public Health and Surveillance, 2018; 4 (1): e16 DOI: 10.2196/publichealth.8186

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